segunda-feira, 25 de julho de 2016

Tu que trabalhas o sonho
e desenhas o barro.
Tens o dom dos sentimentos profundos
como uma realidade de dor,
alegria e amor.
Nascem os homens e as mulheres,
os hábitos e os sentires,
dum povo que labuta.
Cresce-te das mãos o mundo
de gente rude e simples.
E rasgas o chão...
extrais a argila,
nasce o boneco, 
a imaginação
e a alma.
E a roda gira sem parar,
gira o ser e o estar,
a arte, a poesia e o destino.
Tu que trabalhas o barro,
desenhas o sonho,
e a vida.